Os novos meios ao serviço do ensino da matemática

Os novos meios ao serviço do ensino da matemática

A importância da atividade motora para o desenvolvimento da criança/jovem em diferentes contextos é por demais comprovada mas habitualmente negligenciada.
No recomeço de mais um ano letivo é extremamente preocupante o panorama atual da expressão e educação físico-motora, principalmente, no primeiro ciclo do ensino básico. De facto com a desvalorização de tudo o que não é LEC (ler, escrever e contar) assistimos nos últimos anos a um abandono progressivo das expressões no 1ºCEB, supostamente substituídas pelas AECs.
Em recente entrevista ao Jornal Semmais de 3 de setembro de 2016, o atual Secretário de Estado da Educação, João Costa, refere que "...Sem retirar toda a centralidade que o português e a matemática têm nas aprendizagens, penso que toda a política do anterior governo foi dirigida para estas duas disciplinas. Costumo dizer que, se todas as outras não são estruturantes, o que estão a fazer no currículo? O que não tenho dúvida é que houve uma clara desvalorização das humanidades, das artes, da educação física e de outras áreas que também concorrem para a estruturação do indivíduo".
Entretanto deixamos uma oportuna entrevista ao psicólogo Eduardo Sá (Pais & Filhos) e a opinião (expressa ao Observador) do professor Carlos Neto (professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), em Lisboa) "...Trabalha com crianças há mais de quarenta anos e há uma coisa que o preocupa: o sedentarismo, a falta de autonomia dada pelos pais às crianças e a ausência de tempo para elas brincarem livremente, correndo riscos e tendo aventuras. É um problema que tem de ser combatido, diz." e aqui.
O Ministério da Educação anunciou às escolas, o documento que designou de modelo integrado de avaliação externa das aprendizagens no Ensino Básico. Apresenta aí os processos de aferição nos 2º, 5º e 8º anos de escolaridade e provas de finais de avaliação (Português e Matemática) no 9º ano de escolaridade.
Estão contempladas provas de aferição, para todas as áreas do currículo de modo a evitar o designado estreitamento curricular.A partir de 2016/2017, as provas de aferição do 5.º e do 8.º anos de escolaridade incidirão, rotativamente, sobre outras áreas do currículo, prevendo-se também, em algumas disciplinas, a inclusão de situações práticas nos instrumentos de avaliação. A partir de 2016/2017 realiza-se uma prova na designada área das Expressões (que inclui expressão físico motora).
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