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Educação é para todos...

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O que é educar? Quanto vale?

Educar tem a sua origem etimológica na palavra latina "educare", significando "... ministrar educação a; desenvolver as faculdades de; instruir; receber educação, etc..." (Dicionário da Língua Portuguesa - Porto Editora), considerando educador aquele que educa.

Atualmente a educação é entendida num binómio educação-formação, considerando-se as necessidades atuais ao nível deste processo dialético de instruir e qualificar profissionalmente.

Numa sociedade aceleradamente obcecada com a eficácia económica para onde nos parecem querer conduzir, num ensino público espartilhado entre um desinvestimento acentuado e um aumento de exigências aos seus atores, parece-nos cada vez mais complexo equacionar os saberes para a educação do futuro.

De acordo com Edgar Morin (2002:1) num mundo de incertezas, em permanente evolução, torna-se fundamental orientar a educação para os seguintes saberes:

  1. Conhecer o conhecimento humano preparando-se para ultrapassar a cegueira do conhecimento enfrentando o erro e a ilusão;
  2. Promover um conhecimento capaz de apreender os problemas globais em contraponto com uma primazia do conhecimento fragmentado segundo as disciplinas que dificulta a apreensão das relações mútuas e influências recíprocas entre partes;
  3. Conhecer a condição humana em toda a sua diversidade e complexidade;
  4. Conhecer o género humano, mostrando que todos os humanos partilham um futuro comum;
  5. Conhecer os principíos estratégicos que permitam enfrentar a incerteza;
  6. Educar para a compreensão mútua, estudando a incompreensão e assim contribuindo para uma educação para a paz;
  7. Educar a consciência ética humana.

O valor da educação, íntrinsecamente ligado ao investimento económico e principalmente ao "investimento social" que se lhe atribui, é reflexo das sociedades em que nos inserimos e, sinal dos tempos, da relação de valores que se estabelecem e idolatram.

Num contexto, em que a sociedade (principalmente esta sociedade ocidentalizada e consumista) têm ao seu dispor conhecimento, tecnologia e comunicação como nunca antes tinha tido, estamos completamente esmagados, pelo peso da publicidade, do controlo informativo, pela valorização do efémero e das tendências com mais "likes"!

Pessoalmente, parece-me claro, que se por um lado o ensino público em Portugal tem muitos mais alunos, o que pressupõe uma maior democratização no acesso, parece-me igualmente claro, em contraponto, que as diferenças sócio-económicas existentes marcam muito mais a estratificação dos estudantes na utilização de recursos, oportunidades e condicionamentos futuros.

Num outro artigo, refletimos sobre o valor da educação, alertando para o fato do valor intrínseco que se atribui à educação, relacionando o investimento social (através dos nossos impostos) que é feito na educação dos nossos jovens comparativamente com o que representam mundialmente os ainda 774 milhões (?!) de analfabetos existentes no mundo que não tiveram acesso à educação.

Por outro lado, pensando nos professores e educadores. Como se sentem eles hoje? Socialmente envolvidos, motivados? Ou citando Santana Castilho (2011:2) "A degradação do estatuto social dos professores, é hoje, um lugar-comum que ninguém contesta. Tem causas múltiplas e naturalmente diversas. Mas dificilmente se descortina alguma que para tal tão fortemente tenha contribuido como a política dos dois últimos governos, de ataque gratuito, sistemático e irresponsável à classe. A evidência dos resultados é incontestável: as condições de trabalho são cada vez mais precárias e a profissão está desregulada, sujeita à brutalidade da vertente mais obscura das drásticas leis de mercado, qual seja a exploração da fragilidade dos desempregados para obtenção de lucro fácil."

Com cortes brutais para a educação de acordo com o OE 2012 o que deteriorará as condições de trabalho e recursos escolares, somados aos roubos aos funcionários públicos, onde se incluem os professores (roubo mensal variável conforme o escalão, a que se somará o roubo do 13º e 14º mês) teremos educadores motivados e empenhados para ultrapassar as dificuldades? Numa altura em que deveríamos ter com desígnio nacional a melhoria da qualificação e valorização pessoal para ultrapassarmos esta grave crise económica, e em minha opinião, sobretudo crise moral e de valores éticos, estaremos em boas condições para ultrapassar as dificuldades?


(1) Os sete saberes para a educação, EDGAR MORIN. Instituto Piaget, coleção Horizontes Pedagógicos nº87. 2002

(2) O ensino passado a limpo. Um sistema de ensino para Portugal e para os portugueses, SANTANA CASTILHO. Porto Editora. 2011

 

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